Contra o Wolfsburg, Mata voltou a ser brilhante

Foto: Twitter Oficial-UEFA Champions League I Mata fez jogo brilhante

Foto: Twitter Oficial-UEFA Champions League I Mata fez jogo brilhante

Juan Mata chegou ao Manchester United em meados da temporada 2013-2014, vindo do Chelsea, onde era um grande ídolo mas vivia, à época, muitos problemas com o treinador José Mourinho, que o preteria em muitas ocasiões, optando por Willian, André Schürrle e, até mesmo, Ramires. Para se ter uma ideia, nos últimos quatro jogos da fase de grupos da UEFA Champions League de 2013-2014, o espanhol sequer entrou no decorrer do jogo. Foi assim que os Red Devils viram uma brecha para sua contratação, consumada pelo valor de £ 31,3 milhões.

Desde a sua chegada ao Estádio Old Trafford, Mata dá mostras de talento, mas, em função da dificuldade do time coletivamente demonstrar um grande futebol, o jogador não mostrou a regularidade dos tempos de Stamford Bridge. No entanto, nunca deixou de mostrar suas qualidades individuais, com muita perícia nos dribles, condução de bola, visão de jogo e bom passe. Em 2014-2015, o jogador marcou 10 gols e criou quatro assistências em 35 jogos.

No entanto, sua grande característica, que o consagrou em Valencia e Londres, só está se verificando agora. Acima de tudo o jogador é um grande assistente e, contra o Wolfsburg, Mata reafirmou esta qualidade em várias ocasiões. Além de ter cruzado a bola que acertou o braço de Daniel Caligiuri (que havia aberto o placar) e originou o pênalti que empatou o jogo (cobrado pelo próprio espanhol), Mata criou muitas chances de gol, das quais destaca-se uma belíssima assistência para Memphis Depay que parou em Diego Benaglio.

Todavia, o lance mais belo do espanhol saiu no segundo gol dos Red Devils – o da virada. De forma extremamente imprevisível, o jogador passou de calcanhar para o gol de Chris Smalling, que concretizou a vitória do United. Doentes, confiram o lance:

https://youtu.be/5DH9byybe4w

Advogado graduado pela PUC Minas, pós-graduando em Direito Desportivo e Negócios do Esporte, 24 anos. Admito minha preferência pelo futebol bretão, mas aprecio o esférico rolado qualquer terra. Desde a infância, tenho no atacante Marques e no argentino Pablo Aimar referências; o melhor jogador que vi jogar foi o lúdico Ronaldinho Gaúcho, na temporada 2004/05. Estou também no "O Futebólogo", meu blog.